Categoria: Friends&Family

8 Things you CAN’T do when you are a guest

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8 Things you CAN’T do when you are a guest

The wedding season is wide open and, if your are not the bride or groom, the photographer or videographer, you are a… Guest!

Being a Guest – just the guest – seems to be an easy thing. But with the number of weddings under our belt, it is safe to assume that not all guests know some basic behavior rules they should keep in mind. Is that your case? Worry no more. We’ve got some rules for you:

  1. Keep your photos away from Social Media: I know, I know… you want to be the first to share that you are at your friends’ wedding with the entire world. In a lot of weddings it might be OK. But if the Bride & Groom asked you not to, DON’T!
  2. Don’t forget to RSVP: just because in your head you said “OF COURSE YOU CAN COUNT ON ME, DUDE” doesn’t mean they are assuming you will be there. Actually, they will assume you are not.
  3. Bring an uninvited plus one. Really? Ana Luísa could share stories about this. But let us just put it that way, unless your invitation said “Your Name + Guest”, you cannot and should not bring a random friend.
  4. Inappropriate dressing: You are who you are and that is why your friends love you and want you around. But please be sensitive to who they are, to the time they dedicated into planning this wedding. You don’t wanna be the weirdo in their photos. Ask if there is a dress code. If so, try to meet it while being true to yourself.
  5. Showing up Late. That is a big No-No. Well, unless you are a doctor, a nurse, a judge, an astronaut arriving from space, an artist that had a show that very date. None of these? Then you MUST be on time!
  6. Say No to Drama. Please leave your problems and sad stories outside the chapel. Even if the bride or groom are your bffs, there is no reason way you should disturb them with your problems. This is their day and as much as they want to be there for you, they can. Let the love fill you. Drink, eat and dance.
  7.  Getting filthy drunk. We all want to have fun, go a bit crazy. But if you go over the top and are the first to take your clothes off while people are still finding their seats, that is not exactly nice, is it? Go slowly. This is one of those nights you want to remember.
  8. No white, ladies! We will be slightly traditional on this matter, ok? This is not the time, place or day for you to be the center of attention, so take it down a notch. Wear something pretty but not bridal in shape or color. Repeat after me: “I am NOT the bride!”

I honestly hope this helped you on what not to do. Still unsure on what to do?

Have fun. Smile. Hug them when you can. Tell them how special they look together and how happy you are for them. Mingle, dance until sunrise. Eat the delicious food. Look at them while they dance and send them great energy and happy thoughts. This is a party and a day to celebrate!

Featured Image: Getty Images via Brides.com

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A época dos casamentos está oficialmente aberta. Se não és os noivos, o fotógrafo ou videógrafo, então és… um convidado.

Ser convidado parece ser tarefa fácil. Porém, e depois de ter ido a dezenas de casamentos, posso dizer com certeza que há quem ainda não saiba bem quais os limites. Para te ajudar, fiz uma lista de coisas que não deves fazer:

  1. Não publiques tudo nas Redes Sociais: Eu sei, eu sei… queres ser o primeiro a mostrar ao mundo que estás na festa dos teus amigos. Mas não é a tua festa e tens de respeitar que eles podem querer divulgar as fotos deles no seu momento. Se eles pediram para não partilhares nada, NÃO PARTTILHES!
  2. Lembra-te de confirmar a tua presença:  Mesmo que mentalmente tenhas dito “SIM”, os noivos não o sabem e não vão assumir que podem contar contigo. Pelo contrário. Vão assumir que tu não vais.
  3. Vais trazer um/a convidado/a sem avisar? A Ana Luísa podia contar-vos histórias sobre isto. Simplifiquemos, a menos que o teu convite diga “O Teu Nome + Convidado” não podes, nem deves trazer um/a amigo/a.
  4. Roupa inadequada: És como és e por isso mesmo é que os teus amigos te adoram. Mas, há que ser sensível ao momento dos noivos e ao tempo e trabalho investido neste dia. Vê se há um dress code e adapta-o ao teu estilo. Não queres ser o/a esquisito/a das fotos pois não?
  5. Chegar tarde. Esta é mesmo inaceitável. A única desculpa? Se fores médico, ou enfermeiro, ou um astronauta que acabou de aterrar, ou um artista que acabou de vir de um show. Não és nenhum destes? Então, faz o favor de vir a horas!
  6. Sem Dramas por favor! Esta não é a altura para aproveitares os momentos com os noivos para desabafar. Mesmo que eles sejam os teus melhores amigos. Aproveita o espírito da festa para te animares.
  7.  Beber até cair. Todos nos queremos divertir. Mas se és o primeiro a tropeçar, a atar uma gravata na cabeça e a ir para a pista de dança, então tempos um problema! Bebe com calma. Esta é uma daquelas noites de que te queres lembrar.
  8. Nada de vestidos brancos, meninas. Vou ser um bocadinho tradicional aqui, ok? Este não é o dia, lugar ou altura para seres o centro das atenções. Podes ir linda de morrer, mas nada de vestidos com cores ou cortes de noiva. Diz comigo: “Eu não sou a noiva!”

Espero que isto vos tenha ajudado – e feito rir um bocadinho. Mas se chegaste ao fim e pensaste: “Então o que é suposto fazer?”, eu ajudo:

Divertir-te. Abraça-os sempre que tiveres oportunidade. Diz-lhes o quão especiais são para ti e como ficam bem juntos. Dançar até ao nascer do sol. Apanhar o bouquet. Dançar com a menina das alianças. Comer comida deliciosa e, sempre que olhares para eles, enviares energia e pensamentos felizes. É dia de festa!

Bring your Father in Law closer to you!

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Bring your Father in Law closer to you!

Once upon a time, I dated a guy. He was a drummer, web designer, super cool and stylish, tall, perfect hair, beautiful eyes and sensitive enough to write me the most amazing things and give me the most meaningful gifts.

Every thing was perfect. Except… he didn’t really like my family. And my family didn’t really like him.

One day I came home from one of our dates and my Dad was sitting on the couch watching tv. I sat by his side and described how wonderful that date had been. But my Dad was not excited, his eyes did not reflect my happiness. He finally said:

If this is the man you love, I will accept it and I will be nice to him. For you, out of love for you. But him, I don’t like.

My heart ached. Eventually we broke up and I understood what my Dad meant. Years have passed and I often recall this moment by thinking that I could never be with someone that did not like my father, my parents, my family. Doesn’t sound rebel at all right?

But it is!

Today in the USA it is celebrated the National Father-in-Law Day. Even though weddings seem to be all about the bride and all the women involved (MoB, MoH, MoG and Bridesmaids), fathers have a key role on your weddings and your marriage. Confused? Don’t be!

The Father figure is incredibly important for you, for your husband/bride and for your future children.

I find it hard to imagine loving someone and not loving their parents, not wanting to know them, hang out with them, know about their past, hear their stories. Because in a way or another, they are also responsible for a lot of who your spouse is, what his/her expectations of a life together are, of how he/she sees relationships, love, family.

Being closed to that is being closed to the one you love. And being closed, to whatever thing, is exactly the opposite of what we stand for at SRB.

If your Father in Law is alive, if he lives nearby, find some time for a cup of coffee. If he is not that close, give him a call, check on him.

Family and Relationships, mean work. Sometimes hard work. Do it for the one you love, for the one you chose.

#BeRebelAboutHowYouLove

Happy weekend!

A witty article for Grooms: Conversations with your Father in Law by AskMen

Featured Image: Meet The Parents

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Há muito tempo atrás namorei com um rapaz. Ele era baterista, designer, super cool, cheio de estilo, alto, cabelo perfeito, olhos amendoados, e sensível o suficiente para me escrever as melhores declarações de amor.

Tudo era perfeito. Menos… o facto dele não gostar dos meus pais e de os meus pais não gostarem dele.

Um dia cheguei a casa vida de um dos nossos encontros românticos e o meu Pai estava sentado no sofá a ver televisão. Sentei-me ao lado dele e comecei a contar-lhe como tinha sido tudo tão maravilhoso. Mas os olhos do meu Pai não brilhavam com os meus, não estava deliciado com a minha alegria. Às tantas acabou por dizer:

“Se é ele que tu amas e eventualmente um dia se casarem, eu vou tratá-lo bem. Por ti, pelo amor que tenho por ti. Mas a verdade é que não gosto dele!”

Na altura fiquei de coração partido. Algum tempo depois acabámos por terminar e acabei também por perceber o que o meu Pai me dizia. Já se passaram vários anos e já tive outras relações, mas várias vezes penso neste momento e no facto de hoje me ser impossível imaginar estar com alguém que não gostasse dos meus pais, da minha família.

Parece careta e pouco Rebel? Mas não é! Nem uma coisa, nem outra.

Hoje, nos EUA, celebra-se o Dia Nacional do Sogro. E apesar de nos casamentos parecer que tudo gira à volta da noiva e das mulheres – sogras, mães, madrinhas e avós – a verdade é que os Pais têm um papel muito importante. E não só nesse dia. No casamento também!

A figura paterna é incrivelmente importante para ti, para o teu marido/mulher e para os vossos futuros filhos.

Hoje em dia é-me impossívele imaginar amar alguém e não os pais dele, não querer conhecê-los, passar tempo com eles, ouvir as suas histórias… É que, quer queiramos quer não, eles são responsáveis por muito (ou pouco) daquilo que o teu marido/a tua mulher é, das suas expectativas de uma vida a dois, da forma como vêm uma relação amorosa e seu compromisso.

Fechares-te a isso, é fechares-te à pessoa que amas. E estarmos fechados para a vida, é o oposto do que defendemos na SRB.

Por isso, aproveita a boleia deste dia, e se o teu Sogro ainda está vivo, vive perto de ti, convida-o para um café e dedica-te a conhecê-lo. A tua mulher/o teu marido vão ficar incrivelmente gratos. Se ele está longe, liga-lhe, pergunta-lhe como está. Cria laços e pontes que vos aproximem!

Os relacionamentos e a família são, sim, sinónimo de trabalho. Às vezes de muito trabalho! Mas há coisas que só fazemos por amor. Esta é uma delas.

#BeRebelAboutHowYouLove

Bom fim de semana!

Leitura recomendada para noivos: Conversations with your Father in Law by AskMen

ALL or NOTHING syndrome: How NOT to get carried away by what your wedding doesn’t need

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ALL or NOTHING syndrome: How NOT to get carried away by what your wedding doesn’t need

When I was engaged and during planning, some of the phrases I’d hear the most whenever in doubt for something for the wedding would be “it’s a one day in your life”, “it’s a day that will never be back”, “go all the way, you’ll never be a bride again”.
Those phrases would actually cause anxiety in me, as they caused the feeling that I would miss out or regret not doing or having something on our day.
Eventually, I had to put an end to it for my mental sanity. Being a bride can be really exhausting, and although we want to be nice to everyone and thank everyone for their ideas, there has to be a moment we put a stop to it and go with our guts. With what makes sense to our hearts.
When I come to think about it, there was this one thing that really was the stamp and the moment where I recovered my mental health again…

 

My SHOES

Yep, that’s right. My shoe choice was what brought me back to me and to what I wanted for my wedding. It could have been something else, sure, but it works differently for everyone, and that is what makes this fun.
In my case, I’ve always been simple in my choices. We wanted a very simple wedding, DIY, where music was the focus. That is how the idea started.
Then, as we began sharing our ideas, we started to get overwhelmed with the “oh, c’mon, it’s your wedding day, not a regular party, bling that up a bit”, or “really, you are not having flowers on your wedding, how can that be? Never heard of a wedding with no flowers! Save some of your money for that, please”. I’ve never been that type of person who gets easily influenced, but when it comes to weddings, it is very common to see brides having new necessities created by those who mean to them, and here, I was no exception. So little by little, I started needing a piano player for the cocktail, flowers everywhere, furniture to cover places that were more empty, a bathtub just for the fun of it that we’d fill with ice and gin bottles, I started worrying that people might not like this or understand that and all of the sudden, I was flooded with “important” things in my mind that I had never considered before.
But as I started this topic, shoes were what brought me back to being myself: My bridesmaid Andreia is a fashion guru. She has really good taste, and has beautiful shoes for every occasion, so it was only normal that she’d advise me that my shoes should make a statement when I walked in. At first, I told her “Nah, my dress is big enough, no one will look at my shoes, and that is not an expense I want to worry about”. “Ana Luisa, you only get married once, shoes are such an important thing on a bride and looking good”. And she is right, I know this. But it just wasn’t important to me… until I started to get obsessed with shoes that would make a statement.

 

How the madness ended

I am a big feet girl. Like, my feet are really huge, which makes it very hard to find some that look good on me. Most shoes look beautiful in smaller sizes and look kinda freaky when made bigger. As I was doing my search, a lot of my energy was put into it and I kept on finding shoes and sending pictures of them to my bridesmaids and the answer would be “nope”, “too simple”, “weird”, “You can do better” until one day, after gym, I passed by a shoe store that was in sales, and I saw them. Simple, not expensive, and exactly what Ana Luisa from a few months ago would have bought as her statement shoes. I thought to myself “That’s it, I will stop this nonsense and go with my guts”. I bought them (ahem, for 12.99€), and I felt really good about myself on that moment! It is not the fact that they were cheap, because my message today is not about asking you to go low cost. What I mean is the part where I felt really good with my choice. They could even have been 150€ if I had loved them. It’s not what matters today. They were sweet, my size, the kind that I liked, simple, comfy, and I am actually wearing them today as I write you, which was another thing I really wanted.
After that, I decided to breathe and make a lot of decisions that would make our life easier: no piano player, no extra furniture, damn, no flowers, and yes, my shoes were simple, but were exactly what I wanted.

 

Tip for my brides as a wedding photographer

It was easy to give advices before being engaged on “It has to be what you want and makes you happy”. But now that I’ve been on that situation, I really mean what I say. I have more empathy with my brides now that I’ve been through the process that leads to the wedding day. It is very common to me to have them telling me what bothers them, sometimes I go with them to their dress fittings, and it is now part of who I am to also calm them down on problems they are finding along the way until the aisle.

Most of it actually is about todays post. Them wanting it all, even what they after realize they don’t need. A friend of mine shot a wedding once (and I always use this example) where when the bride looked at herself in the mirror after prepping, she started having a panic attack because it was just too much. She had been influenced on having a big hair, being big on makeup, big dress, statement shoes, out of this world bouquet, and when she put everything together, it was just not who she was.

I have nothing against going big, as long as it is what the bride really wants, and not what she was influenced to have by the people who mean to them. (Oh, and that bride eventually looked like how she wanted. In her case, she needed to simplify it with her glam team until she felt like her true self).

So my first question to my brides as soon as they get engaged is “How do you see yourself on your wedding day?”. Then, I ask them to take notes of that, so that whenever they are caught on a situation of rather huge exterior influence, they can look at what they wrote and keep track of their initial dream. Of course things can change, and when you really enter the wedding prep world a lot of new things you didn’t know existed appear in front of you, but having that first dream in hand can really help balancing between the first idea and the new things.

The second question is “In the end, when you look back at your wedding photos, what do you wish to see there?”

This could make it a lot easier on the choices! And the answer is always “I want to look happy” and that really only depends on you, and being true to yourself at all times.

 

What happened to me in the end

I wore my red dress, the shoes I wanted, and yeah, a few things changed along the way, like my hair, which I had two different styles, that still were me, but that gave that bling to how I looked. And this was actually not my idea, and I loved it.
I ended up having (a few) flowers, which I agreed made it all look prettier and a few little things my wedding planner thought of and that completed our day beautifully, but I am now relieved that we learned how to say NO to the things we really didn’t need.

 

My biggest lesson was that it doesn’t have to be ALL or Nothing. You will find true happiness in what is just the right amount for you. So hold that prep by its horns, and show (kindly) who the bride is.
Photos: Dreamaker
Assinatura_AL
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 Quando fiquei noiva, e durante o planeamento, algumas das frases que mais ouvia em tempos de dúvida com alguma coisa para o dia do casamento eram “é um dia que só acontece uma vez”, “esse dia nunca mais vai voltar”, “faz à grande, porque nunca mais voltarás a ser noiva, aproveita”.
Estas frases na verdade causavam-me um grande grau de ansiedade e medo de me arrepender de não ter algo ou de fazer más escolhas.
Eventualmente, e pela minha sanidade mental, tive de tomar medidas que me protegessem destas três frases fatais para qualquer noiva. É que a preparação é algo de muito exaustivo, e embora quisesse ser querida com todas as minhas pessoas especiais e agradecer-lhes os inputs para o nosso casamento, a partir de um certo momento temos de começar a agir no que nos faz real sentido. No que faz o nosso coração cantar.
Quando penso no momento que foi a viragem da situação em que estava de “demasiada informação”, é engraçado, mas sei exactamente o que é que foi o meu grito do Ipiranga… 

 

Os meus sapatos

Yep, foi isso mesmo. A compra dos meus sapatos foi o que me trouxe novamente a minha sanidade mental de volta. Poderia ter sido outra coisa qualquer, claro, mas a piada está mesmo em sermos todos diferentes!
No meu caso, sempre tive em mente um casamento simples. Muito DIY, onde a música fosse o foco.
Depois, quando começámos a partilhar as nossas ideias, começámos a ficar sobrecarregados de informação e de “Oh, vá lá, é o vosso casamento, não é só uma festa, dá lá mais power nisso!” ou “Não queres mesmo ter flores no teu casamento? Nunca vi tal coisa!”
Eu nunca fui do tipo de pessoa que se deixa influenciar facilmente, mas no que toca a casamentos, é muito comum ver noivas com novas necessidades geradas por aqueles que lhes são mais especiais, e eu não fui excepção. Assim, aos poucos e poucos, comecei a precisar de uma pianista para o cocktail, flores por todo o lado, mobílias para as zonas mais vazias, uma banheira (só porque sim) cheia de gelo e garrafas de gin. Comecei a ganhar medos tontos de que se não fosse assim, as pessoas não iriam gostar, ou achar tudo demasiado simples. Estava verdadeiramente inundada de coisas “importantes” que nunca tinha antes sequer considerado.
Mas comecei este tópico a falar-vos dos meus sapatos me terem trazido novamente a “mim”: Uma das minhas madrinhas, a Andreia, é muito entendida em moda. Ela tem um excelente gosto, tem sapatos lindos para várias ocasiões e era normal que me aconselhasse a ter uns para o meu casamento que fossem uma assinatura da minha personalidade, que fossem mais “tcharan“. Ao princípio disse-lhe “Nah, não me vou preocupar muito com isso, quero algo muito simples“, mas depois, tornei-me verdadeiramente obcecada com encontrar os sapatos certos.

Como é que a loucura terminou

Eu tenho uns pés enormes. Mas mesmo, mesmo grandes para uma menina… e sempre me foi complicado e uma verdadeira frustração encontrar o que quer que seja para calçar, quanto mais para cerimónia, onde em pequenos são sempre bonitos mas em tamanhos grandes parecem uns barcos muito muito feios.
Sempre que encontrava algo possível, enviava às minhas madrinhas por mensagem, tinha as respostas delas, gastava toda a minha energia naquilo, mas estava mesmo destinada a não encontrar os tais “tcharan“. Até um dia, em que depois do ginásio, passei por uma loja que estava em saldos e vi-os ao longe. Eram simples, nada caros, e exactamente o que a Ana Luisa de há uns meses atrás teria escolhido. Calcei-os e pensei “É agora, Ana Lu. Vais acabar com esta loucura e vais terminar a saga dos sapatos imediatamente”. Então comprei-os (ahem, por 12.99€), e senti-me mesmo muito, muito feliz comigo mesma. A minha mensagem de hoje não é sobre optarem por low cost, atenção. É exactamente sobre encontrarem aquilo que vos faz felizes. Aquilo que vos dá o clique do “já está!” Podiam até ter custado 150€. Quando os calcei, eram aqueles. Era aquilo que eu queria. Aquele é o meu estilo e pronto. (E hoje estou com eles calçados e tudo!)
Depois disto, decidi respirar fundo e tomar uma data de decisões que tornariam a nossa vida mais simples: Nada de pianista, nada de mobílias extra, nada de flores, etc, etc.

 

O que tento passar a todas as minhas noivas enquanto fotógrafa de casamentos

Eu já dava alguns conselhos antes de estar noiva no que toca a “tem de ser o que te faz feliz e não o que te impõem”, mas depois de ter passado por um planeamento, depois de quase ter desistido de fazer o casamento 3 vezes pelas chatices da organização e por finalmente ter casado, ganhei uma empatia diferente com as minhas noivas. Conheço o processo, sei que não é só borboletas e magia, e tento estar lá para elas nos desabafos, na prova do vestido, e no dia, a acalmar qualquer situação que seja necessária.
O que noto, é que a grande maioria das preocupações têm a ver com o post de hoje. Com coisas que antes “não percebiam que afinal não precisavam”.

Uma amiga minha fotografou um casamento um dia (e eu partilho muitas vezes esta história), onde ao terminar de se arranjar, a noiva olhou para o espelho e começou a ter um pequeno ataque de pânico. Sentiu que estava tudo “demasiado” grande. Tinha sido influenciada a querer tudo e tudo em grande por ser um dia que só acontece uma vez, e tinha-se esquecido do que realmente queria inicialmente. O cabelo estava muito tcharan, a makeup estava tcharan, o vestido era tcharan, os sapatos eram tcharan, e ela queria na verdade muito menos. (Não se preocupem, com uma nova intervenção da sua glam team ela ultrapassou o sucedido e conseguiu um look onde se sentia confortável, mas poderia ter evitado o ataque de pânico).

Não tenho nada contra ser-se/ter-se “tcharan” no casamento (até gosto bastante), desde que seja o que a noiva realmente quer e não por influência externa.

Assim, um bom exercício que gosto de colocar quando a noiva vem ter comigo pela primeira vez e se desabafar sobre o assunto é “Como é que te vês no dia do teu casamento?”. Depois, peço-lhe que tire notas do que me acabou de dizer e que as guarde com ela religiosamente. Assim, sempre que se apanhar numa situação de dúvida, pode sempre olhar, ler, e seguir caminho confiante nas suas decisões.  Manter-se no caminho certo. É claro que muitas coisas mudam entretanto, especialmente quando já se vai em velocidade cruzeiro na preparação do casamento e somos alvos de tantas coisas lindas e novas que vão aparecendo em revistas e sites ou nos casamentos das amigas, mas um bom balanço entre o que queremos à partida e o que se nos é apresentado é o ideal.

A segunda pergunta é “Como é que queres olhar para trás para o teu dia, e rever-te nas tuas fotografias de casamento?”

A resposta normalmente é “Quero estar feliz”, e isso só depende das escolhas que fizer, e se se mantiver fiel a si mesma sempre.

 

O que aconteceu comigo no final

Vesti o meu vestido vermelho, calcei os sapatos que queria, e sim, mudei de ideia em algumas coisas pelo caminho, como no meu cabelo que acabou por ter dois estilos diferentes e que sinto que deu aquele bling bling que o meu look precisava (e a ideia não foi minha!). Acabei por ter (algumas) flores, que realmente deram um toque feliz à decoração, e cedi em algumas ideias da minha wedding planner que também tornaram tudo mais fácil e eficaz, mas estou orgulhosa por no final ter aprendido a dizer que NÃO e a largar aquilo de que não precisava.

A minha maior lição foi a de que não é preciso ir a extremos do tudo ou nada. Que vais encontrar a felicidade naquilo que é a quantidade certa para ti e para o teu casamento. Por isso agarra o planeamento pelos cornos, e mostra (de forma simpática) quem é que é a noiva. 

 

How to care for a friend’s heartbreak while being happy about your wedding

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How to care for a friend’s heartbreak while being happy about your wedding

One of the hardest things to do when you are flying in the clouds of bliss with your engagement or wedding is attend to someone’s heartbreak.

When we are happy, the last thing we want is to be around negative feelings or thoughts, but we have all had that moment when our relationship couldn’t be better, our heart couldn’t be more filled with love, and suddenly a close friend suffers a major heartbreak.

So how can you deal with it? How can you stay in your bubble of joy and love and, at the same time, be there for someone who needs you?

Let me tell you my story and Ana Luísa’s. A year ago, unexpectedly, my relationship crashed and burned. I was devastated. The next day she called me and I said I was not ok, she asked no questions. She could hear my heart aching in my few words. Without a shed of hesitation she said: “Come with me to Andanças. Get out of there! Stay with me. I will take care of you.” And she did!

It is important to say that this was almost 1 month before her wedding. Her happiness was evident, her mind was swirling with ideas, last-minute preparations, guests and beautiful details. The only thing on her mind, heart and life was the wonderful moment she was about to live. AND YET… she found room for me.

As I write this, I can’t help but to cry. I can’t. You see, generosity is a rarity these days. And Ana Luísa has one of the prettiest hearts I have ever seen.

She asked me no questions. She gave me no “I told you so”. She was just there. Dancing with me and holding my hands while they held the infinite tiny pieces my heart had turned into.

When a few months later she sent me the photos she took of me there, I burst into tears. That was the photo of a broken person. Right there. Her talent captured my state, but above all her talent captured the light shining around me, through me.

In the middle of my pain, there was still room to dream about her future, her wedding, her happiness, to laugh and think silly things. Because generosity creates generosity. And love creates love.

If you are getting married and one of your dear friends had a recent breakup, be a good friend and find ways to help her. These are my favorites:

  • Listen. Just let her say her piece and in that time just be her friend, not the happiest bride on earth with the best boyfriend ever.
  • Quality Time. If she is up for it, take her with you to non-wedding related activities, so she can get out of the “poor me” bubble.
  • Don’t set her up. You hear me. Don’t use your wedding to find her a husband. Let her be. She will find someone when the time is right.
  • Hug her. Psychologists say that we need 3 hugs a day to help our mood levels. Double it.
  • Be there. Be loving. Be caring. Be a friend.

All photos:  Luisa Starling

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Uma das coisas mais difíceis quando estamos numa bolha perfeita de amor e felicidade com o nosso casamento é cuidar do coração partido de alguém.

Nesses momentos, a última coisa que queremos é ter sentimentos e situações negativas à nossa volta. Só queremos as coisas boas e que acompanhem o ritmo feliz do nosso coração apaixonado. E, inesperadamente, uma amiga passa pelo fim de uma relação.

O que fazer numa situação destas? Como te podes manter incrivelmente feliz e incrivelmente presente para quem precisa de ti?

Vou contar-vos a minha história com a Ana Luísa. Há um ano atrás, a minha relação colapsou inesperadamente. Quando no dia seguinte falei com a Lu, disse-lhe que não estava bem. Ela não fez perguntas, disse-me apenas: “Vem comigo para o Andanças. Sai de Lisboa. Fica comigo, eu cuido de ti.”

É importante dizer que isto aconteceu quase 1 mês antes do casamento dela. Como podes imaginar, a Lu estava numa bolha mágica de alegria, de sonhos, de detalhes e últimas preparações. A única coisa na cabeça dela era o dia mágico que se aproximava. E AINDA ASSIM… ela criou espaço para mim.

Escrevo isto e não consigo evitar as lágrimas. Tenho-me dado conta que a generosidade é uma coisa cada vez mais rara, mas a Ana Luísa tem um dos corações mais bonitos que eu já vi.

Não me fez perguntas. não me deu ralhetes, não me veio com moralismos. Ficou ali, apenas isso. Dançámos juntas ao som de um forró e de um tango e tantas outras coisas, e as mãos dela amparavam as minhas que seguravam os pedacinhos do meu coração.

Quando uns meses mais tarde me enviou as fotografias que me tinha tirado lá, desatei a chorar. Naquelas imagens estava uma pessoa partida. Mas com o imenso talento que tem, a Lu conseguiu captar a luz à minha volta e a luz dentro de mim. 

No meio daquele momento, e apesar da minha dor e tristeza, conseguimos rir, brincar, sonhar e imaginar coisas lindas para o casamento da Lu. Generosidade gera generosidade. E o amor gera, sempre, amor.

Se estás prestes a casar e uma amiga querida está de coração partido, não te afastes e encontra formas de a ajudar. Estas são as minhas favoritas.

  • Ouve. Tudo o que ela tiver para dizer, sem pressas, e nesse momento és só a amiga, não a noiva mais feliz do mundo.
  • Mima-a. Se ela estiver disponível, faz coisas com ela que a divirtam para que saia da bolha da coitadinha.
  • Nada de arranjinhos. Ouviste-me bem. Nada de aproveitares o teu casamento para seres casamenteira. Dá-lhe tempo.
  • Abraça-a. Os psicólogos dizem que precisamos de 3 por dia. Enche-a de abraços. Faz com que se sinta querida, amada, amparada.
  • Sê presente. Sê carinhosa. Sê amiga.
Friendship Vows. Is that a thing?

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Friendship Vows. Is that a thing?

When we were kids, we used to make a zillion promises to our friends and “lovers”. That the friendship would never end, that this love would be Forever, that we would always be in touch, no matter where life took us, and so on.

Today we know those promises flew away like feathers on a windy day. But we also know that we meant them, every single one of them. At that young age, we were ready to commit, to be a true friend, to love forever. And that is something incredibly precious.

As we grow up, become more mature and, in some cases, less in touch with our feelings, we lose sight of this habit. We sign all sorts of contracts, at the university, at work, the health insurance, car insurance, or even the gym… However, these very serious, business-oriented contracts, are anything but magic, pure and beautiful. They fulfill a mission, ensure or provide security, but nothing else.

It is therefore essential to, when you find the right person, to look deep inside and let it flow.

That is exactly what we did.

Last Saturday, as I was lazying up on my couch when I made lunch plans with my dear friend Ana Luísa. Even though we meet a lot for SRB oriented plans, we try to always have time together where we are just friends. No business.

We met close to my house, ate, shared stories and headed up to a Flea Market. Where? At the exact spot where she and Miguel got married. Oh memories!

There we bought rings, friendship rings, and we decided to have a ceremony.

Ridiculous you think? Maybe. But I say that we all need someone in our lives with whom we can do the unexpected, the ridiculous, the silly and childish. It is not everyone that can keep up with you on that. So if you have found him/her, hold on to him/her, you are in for an adventure!

As I was saying…

We went to Baleal, a beach I love, and we took the rings, walked down to the water and there, holding them and each other’s hands, we started making promises. Of support, friendship, truth, loyalty, complicity, dedication, reliability, accountability, and a lot of other silly-sweet stuff we remembered at the time. We exchanged rings, laughed and hugged.

Showing love and expressing true friendship are, sometimes, rare acts. However, you can make them part of your daily life and, especially, part of your wedding. Invite your maid-of-honor for a one-on-one quality time, somewhere nice, and let her know how special she is to you.

For you, maids-of-honor, why not make a list of specific wedding related vows to your bride-friend? Write it down so she can keep it and feel that this new journey she is embarking on, she is not taking it alone.

One last note, I met Ana Luísa in December 2013. Almost 3 years later, our friendship has grown stronger and steadier. We are grateful for each other and at this point it would be tough to imagine life without each other. Now, things change, so do people and friendships, but we will work hard so that this one won’t.

Images: Petra & Ana Luísa with iPhone

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Quando eramos crianças tínhamos o hábito de fazer promessas aos nossos amigos e “namorados/as” da altura: que seríamos amigos para sempre, que o amor ia durar até sermos velhinhos, etc.

Apesar de hoje olharmos para trás e sabermos que essas promessas voaram pela janela, o certo é que cada palavrinha que saiu da nossa boca, saiu também do coração. É maravilhoso ver que mesmo tão pequenininhos, já estávamos dispostos a assumir compromissos para a vida. Isso vale ouro!

Mas crescemos, e isso significa que a leveza que tínhamos se perdeu, e que agora as promessas que fazemos são bem mais racionais, práticas e objetivas que emotivas. Assinamos contratos onde nos comprometemos a algo, na universidade, no trabalho, no seguro de saúde, no seguro do carro e até no ginásio. Tudo sério. Tudo cabeça. Tudo razão. E nenhuma Paixão e doçura.

Por isso é que importante encontrar alguém com quem possas soltar-te, entregar-te, ser tu próprio/a e, num dia de sol, fazer promessas à beira mar.

Foi exatamente isso que fizemos.

No sábado passado, a saborear o relax matinal no sofá, combinei com a Ana Luísa almoçar e ir à praia. Por causa da SRB encontramo-nos muitas vezes, mas para tratar de negócios. Então agora temos apostado em estar juntas só para alimentar a amizade.

Encontrámo-nos perto de casa, almoçamos e demos um pulo a um Flea Market. Onde? No sitio onde a Ana Luísa e o Miguel se casaram. Oh as memórias lindas que nos invadiram! A Lu emocionada…

Comprámos anéis iguais nesse Flea Market e decidimos fazer uma cerimónia onde iriamos declarar coisas bonitas uma à outra.

Acham ridículo? Compreendo. Mas eu acredito convictamente que todos precisamos de uma pessoa na nossa vida que alimenta, recupera e puxa para fora o nosso lado mais puro, mais infantil, mais genuíno. Se já o/a encontraram, não o/a deixem fugir, porque com essa pessoa vão viver verdadeiras aventuras. Eu e a Lu temos vivido algumas das boas!

Dizia eu…

Fomos para o Baleal, a minha praia de eleição, levámos os anéis até à beira-mar e ali, com as ondinhas a beijar-nos os pezinhos, segurámos as mãos uma da outra com os anéis e prometemo-nos amizade, solidariedade, cuidado, proteção, amparo, verdade e honestidade, transparência, dar na cabeça com amor, e uma série de outras coisas mega lamechas que nos fizeram sentido dizer. Trocámos anéis, gargalhadas e abracinhos e no fim saltámos numa ondinha.

Expressar amizade de forma pura é cada vez menos frequente, tornando-se até raro (não o sentimento, a demonstração). Porém, podes sim torna-lo parte do teu dia. Aliás, parte do teu casamento.

Porque não convidar as tuas madrinhas para um tempo de qualidade juntas em que lhes dizes o quão especiais são para ti? Ou tu, madrinha, porque não levares a tua noiva a passear e prometeres que estarás do lado dela e serás o seu apoio e alegria nesta nova fase?

Não acham isso tão lindo e poético? Eu adoro!

Última notinha, eu e a Ana Luísa conhecemo-nos em Dezembro de 2013. Quase 3 anos depois a nossa amizade tornou-se mais forte e segura. Sentimo-nos gratas por estar na vida uma da outra e, honestamente, hoje já seria duro imaginar a vida uma sem a outra. É verdade que as coisas mudam, as amizades e as pessoas também, mas vamos esforçar-nos para que esta não mude. Só para melhor!

Wedding day? BFFs this way, please!

Friends&Family

Wedding day? BFFs this way, please!

Remember in school when you had a friend with whom you had such a connection you thought it would last forever?

In some cases it did. But in most… well, life, like a river, took a different stream. Luckily, as we grow up, we make new bonds, some more stable and lasting.

When it comes to your wedding day you want to be surrounded by your closest friends because they will make sure your day is unforgettable.

But before we get into this, let me throw a mini-bucket of cold water on your head.

I have been to a large number of weddings in my life. On one year alone I had 11, almost 1 a month. That said, I’ve seen all types of behaviors. From my experience, and considering how much a wedding creates that fairy tale like feel to it, it is easy to get people around you sucked into the wedding bubble.

Everyone wants to help, but, quite often, a lot of people also want to stand on the spotlight the moment you make your Thank You toast and name the brave ones that stood by your side through the entire planning.

These people will be with you from sunrise to sunset and that will touch your heart so so deeply that you might think “This is my closest friend, my best friend! He/She earned a spot as my Best Man/Maid of Honor”

Side note: they are not pretending or lying. No, no, no! They mean every single “Yay!”!

But they are the wedding version of a summer friend. Once the summer ends and we all go back to real life, that immense friendship cools off as suddenly as the season changes.

So don’t let your wedding bubble make you brainless. You can lose your mind over décor, flowers and seating cards. But keep a focused eye when it comes to identifying those that have been part of your life for a long time, those that can still read your mind and those that will not fight for the spotlight.

A BFF does not have to be someone like you. They might not like the same song (not everyone will call you to sing a Bieber song like Ana Luísa and I do to each other), or might not be crazy about the same movies. But, for sure, they will be someone who, no matter what, and when it matters, stay put, hold your arm and walk with you. Someone that loves you for who you are. And someone that brings out the best in you. Every. Single. Time.

A wedding day is a day of celebration, of gratitude for the love and friendship that found its way to you. So be true to it and acknowledge those that make you a better human being.

On my wedding day, the person I chose, without a doubt, was my sister. The day I get married again, she will be there again.

Featured image: Blair and Serena – Gossip Girl | by Lydia Martins at Deviantart

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Recordas-te de em criança teres aquele/a amigo/a com quem tinhas uma ligação tão forte, tão forte, que tinhas a certezinha absolutinha que era amizade para a vida toda? Em muitos casos essa previsão cumpriu-se. Mas em outros… bem, em outros a vida tomou outro rumo e vocês também.

Felizmente, crescer também se traduz na criação de laços fortes e duradouros. E é sobre eles que este post fala.

Quando se trata do dia de casamento, o que mais querem é poder rodear-se dos amigos mais próximos e que vos têm acompanhado. Até porque eles vão fazer questão em tornar este dia memorável.

Mas antes de falarmos disso, deixem-me atirar um balde de água fria neste discurso todo fofinho.

Eu já estive em dezenas de casamentos, várias dezenas, num só ano fui a 11. Isto significa que já vi todo o tipo de comportamentos, estudei aqueles que querem sobressair a todo o custo e os que discretamente ficam a um canto a saborear quem merece ser o centro das atenções, os noivos.

Mas um casamento tem um efeito de conto de fadas ao qual é difícil resistir e é fácil que as pessoas à vossa volta entrem nesta bolhinha e se sintam tão bem que não querem de lá sair.

Todos querem ajudar, mas, e frequentemente, também querem sobressair e receber em algum momento importante o reconhecimento devido pelo tanto que fizeram por vocês (noivos) e pelo vosso casamento.

E vocês, apaixonados pela dedicação mostrada ao vosso dia especial, facilmente se deixam convencer que esta pessoa pode bem ser a vossa Madrinha/vosso Padrinho.

Atenção! Estas pessoas gostam mesmo de vocês, e nem uma gotinha de entusiasmo mostrada foi falsa. Na-na-ni-na-não! Maaaasssss….

Eles são a versão “Casamento” dos amigos de verão. Durante as férias são inseparáveis, mas logo que o verão termina, a amizade arrefece, tão rápido como a estação.

Então o que é importante reter aqui?

Aproveitem e recebam com gratidão a ajuda e a dedicação desses amigos que se deslumbram com o vosso casamento quase tanto como vocês, mas não se esqueçam de quem tem estado do vosso lado, de quem tem feito parte da vossa história e, acima de tudo, daquele amigo/amiga que sabe sair do palco para que vocês brilhem.

O/A Melhor Amigo/a não tem de ser alguém como vocês. Podem nem gostar da mesma música (não é toda a gente que te vai ligar só para cantar uma música do Bieber como eu e a Ana Luísa fazemos uma com a outra), podem não gostar dos mesmos filmes nem ter as mesmas ideias de como a vida deve ser. Mas são, sim, aqueles que ficam do vosso lado incondicionalmente, que vos amparam, apoiam e ajudam a ver o caminho. Mais. Percorrem convosco esse caminho. Sempre.

O dia de casamento é um dia de celebração, de gratidão, de amor e amizade existentes na vossa vida. Por isso mantenham-se fiéis a vocês e a todos que contribuem para que sejam seres humanos melhores e mais ricos.

No meu dia de casamento escolhi a minha irmã para minha madrinha. No dia em que me voltar a casar é ela, sem qualquer dúvida, que voltará a estar do meu lado.

Newly weds: How to deal with relatives?

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Newly weds: How to deal with relatives?

No matter how much you love your in laws, chances are: there will be tough days ahead.

While you are planning your wedding day you are in a sort of a bubble. All your interactions are about creating the most amazing day anyone has ever seen. (Yes, there are other scenarios, but let’s hold on to this one, ok?)

Once you get married, once the bubble bursts, once everyone goes back to reality, that is when said reality hits you and your family. “My daughter/My son is out of the house, is married, has a life and family of her/his own”

Sounds simple? It is not!

For over 2 decades Mom and Dad took care of you, protected, supported you and, at times, even decided (or tried to) on what is best for you. They were your rock! The ones who knew all your likes and dislikes, your favorite dish and how to cook it to perfection. Them. No one else.

Suddenly your life changes (I know, not suddenly but that is the word they will use, believe me) and there is someone you listen to much more now, who knows what you REALLY like and who will take care of you when you are sick.

Outch!

So how to deal with all of this? How to manage their expectations and needs while still holding your ground and giving your spouse the rightful place in your life?

Allow me to share with you some rules that can guide you in a possible storm:

 

  1. Make decisions together. If your parents invite you for lunch or dinner say: “I will check with my wife/my husband”. In the beginning it might sound weird or like you don’t have a mind of your own, but soon they will get it. More, respect it!
  1. Kill the sobbing calls. Some parents feel truly heartbroken as their kids leave the nest. Calling and letting them know seems to show how much they love you. Instead it will awaken an unnecessary guilt feeling. Call them out on this behavior. You are not dead.
  1. Home vs Campus. Building a new life together is hard work. Be careful with unexpected constant visits to bring you food or something else. Preserve your intimacy and have them respect your boundaries.
  1. Buy a Bimby. Momma cooks best is a long gone concept. Maybe the two of you are terrible cooks but hey, practice makes perfect. So stop relying on going to your parents for a snack, lunch or dinner and take a cooking class, it could be a great way to bond with your spouse.
  2. Set Priorities. This one is simple. Your spouse is yours and you are hers/his. Everything else, everyone else comes second. Acting accordingly will send a powerful message to people around you.

These are 5 things you can do. However, if you feel like creating your own rule go for it. Just remember this:

How you behave in the first months will set the tone to your spouse, your parents and your in laws.

So make you sure you got the right tune playing. You started your own family and that is your treasure. Your parents and in-laws love you both, so eventually, they will get it.

Featured image: PA/Hugo Burnand

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Mesmo que te dês lindamente com os teus sogros, a realidade é que passarás por dias difíceis mais à frente.

O período do planeamento do casamento é uma espécie de bolha onde a única coisa que importa é tornar este dia o mais especial de todos (sim há outros cenários, mas usemos este!).

Quando te casas, quando essa bolha perfeita rebenta, quando todos voltam à realidade da vida normal, é nessa altura que a dita realidade cai sobre nós como uma chuvada. “O meu filho/A minha filha saiu de casa/casou-se e tem a sua própria família.”

Parece simples? Não é!

Durante duas décadas (em alguns casos menos, outros mais) foram os teus pais que cuidaram de ti, que te apoiaram, que foram o teu porto seguro, que te aconselharam e até, em muitos casos, tomaram (ou tentaram) decisões por ti. Eles sabiam tudo a teu respeito, até fazer o teu prato favorito. Eles. Mais ninguém.

De um momento para o outro – sim, sabemos todos que não é assim, mas é esta a expressão que eles vão usar, acreditem – há outra pessoa na tua vida, alguém a quem ouves mais, cuja opinião importa mais, a quem dás prioridade e que de facto conhece quem tu és HOJE e não está preso à criança que foste.

Ufa! É duro!

Como lidar com tudo isto? Como cortar os laços de dependência, sem cortar os laços afetivos? Como gerir as expectativas dos vossos pais e ao mesmo tempo mantendo-vos firmes na vossa posição e respeitando o/a vosso/a parceiro/a?

Vou partilhar convosco 5 fórmulas mágicas (quase tiradas do livro do Harry Potter) que vos pode ajudar a lidar com a pressão.

  1. As decisões são tomadas a dois. Se os teus pais vos convidarem para almoçar ou jantar, responde sempre que tens de falar com a tua mulher/ o teu marido. No início vai ser estranho, parece que não sabes pensar pela tua própria cabeça, mas não. Rapidamente vão perceber, e respeitar, que agora já não és só filho/a, és mulher/marido e a tua vida é pensada a dois.
  1. Chega de telefonemas lamechas. Há pais que sofrem verdadeiramente com a saída dos filhos. Ligar-lhes a chorar e dizer quanto os amam e quanto sentem a falta deles parece ser uma forma de mostrar sentido amor. Mas não é. Infelizmente, estes telefonemas chorões só fazem mal. A melhor forma é cortar à cabeça e não deixar que passem do primeiro. Não morreram, casaram, e na maioria dos países isso é sinónimo de vida!
  1. Casa vs Pensão Estrela. Construir uma nova vida a dois dá trabalho! E essa construção passa pela vossa casa também. É importante definirem limites no que diz respeito a visitas inesperadas só para trazer isto ou aquilo. Esta não é só a tua casa, é vossa e é essencial respeitar os limites.
  1. Compra uma Bimby. A ideia de que a comida da Mamã é a melhor, até pode ser verdade. MAS, nova vida, novas comidas. Se vocês são tão maus, tão maus, tão maus que nem sabem estrelar um ovo, façam um curso de culinária. É uma ótima forma de estarem juntos e fazerem coisas diferentes.
  2. Estabelece prioridade. Esta é simples. É a tua mulher / É o teu marido! Ponto final. Todas as outras pessoas são secundárias. Esta firmeza, este respeito e este comportamento de amor vão passar uma forte mensagem para todos, mas acima de tudo para o teu parceiro/parceira.

Estas são 5 coisas que podes fazer. Mas se quiseres criar as tuas próprias regras, força! partilha-as conosco para ajudar outros noivinhos. Lembra-te só disto: A forma como te comportas nos primeiros meses da tua nova vida a dois vai determinar a forma como as vossas relações familiares vão correr. Por isso, respira fundo, e decide o que é melhor para todos, mas para vocês os dois acima de tudo. Lembra-te que os vossos pais vos amam e por muito que custe ao início, eles vão acabar por cair em si e respeitar esta nova fase da vossa vida.